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O porquê das diferenças entre astrologias – Védica e Ocidental

 

Na Astrologia Védica, existe uma diferença de aproximadamente 24 graus, chamada Ayanamsa, nas posições planetárias, em relação às posições dos astros nas efemérides do sistema tropical.  

O Ayanamsa é um ciclo que dura 25.800 anos para completar sua órbita solar de 360 graus, sendo este um ponto imaginário no zodíaco, como resultado do movimento dos equinócios na Terra, de aproximadamente 48 segundos por ano, tendo deslocado 24 graus e 03 minutos em 1.724 anos, até 2014.  

De acordo com o ano de nascimento, tal diferença deve ser deduzida para o sistema védico, assim encontrando a posição real dos planetas no zodíaco na hora de nascimento.  

Precessão dos equinócios  

A precessão dos equinócios é literalmente um círculo imaginário, riscado na esfera celeste pela projeção do eixo de rotação terrestre.  

Esse risco, que há milênios vem sendo acompanhado, se chama precessão, é um movimento para trás em relação ao avanço do ponto vernal do equador celeste, tomando-se como referência o ciclo anual do sol.  

O movimento retrógrado coloca os eixos norte e sul apontados para diferentes pontos, ocupados ou não por estrelas, no correr do círculo completo que dura cerca de 25.800 anos, ao fim do qual o eixo norte ou sul apontará para a mesma região eventualmente coincidente (ou não) com uma estrela denominada polar.  

Devido a este movimento, o equinócio (data em que o dia e noite têm a mesma duração) de primavera passa a acontecer com a entrada do Sol em diferentes constelações da eclíptica. A este fenômeno se deu o nome de precessão dos equinócios.  

O termo se refere ao movimento do eixo no longo prazo, os movimentos de curto prazo são estudados como nutação (18,6 anos de ciclo) e movimento do pólo. A inclinação do eixo da Terra permite que se forme este sistema, este longo ciclo, que pode ser observado pelos cientistas a partir da posição do sol no dia 21 de março.  

Esta posição vai ter como fundo o céu e as estrelas desenhando as constelações. No inicio deste século 21, essa posição do sol tem como fundo a fronteira entre a constelação de peixes e a de aquário. A cada 2.150 anos em média, esta posição do sol vai ter como fundo outra constelação, formando assim as chamadas eras astrológicas.