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Thursday 12 December 2019
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Hare Krishna Mantra

 

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Quem canta seus males espanta

Tradução de Vanavihari Devi Dasi (*)

Trazidas para o Ocidente em 1965,  por A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada,  as palavras ‘Hare Krishna’  rapidamente tornaram-se conhecidas. Mas o que exatamente quer dizer ‘Hare Krishna’?

No curto ensaio do LP Consciência  de Krishna – a primeira apresentação dos Beatles George Harrison e John Lennon ao mantra Hare Krishna – A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada explica.

A vibração transcendental estabelecida pelo cantar de Hare Krishna Hare Krishna / Krishna Krishna Hare Hare / Hare Rama Hare Rama / Rama Rama Hare Hare é o método sublime para reavivar nossa consciência transcendental.

Como almas espirituais vivas, todos nós somos originalmente entidades conscientes de Krishna. Porém devido ao nosso envolvimento com a matéria desde tempos imemoriais, nossa consciência é adulterada pela atmosfera material.

A atmosfera material em que vivemos é chamada maya, ou ilusão. ‘Maya’, em Sânscrito, significa “aquilo que não é”. E o que é esta ilusão? A ilusão é que todos somos tentados a ser os senhores da natureza material, quando, de fato, estamos sob domínio de suas leis estritas. Ou seja, tentamos explorar os recursos da natureza material, mas, na realidade, estamos emaranhados cada vez mais em suas complexidades.

Então, embora estejamos comprometidos numa luta dura para conquistar  a natureza, sempre estamos mais dependentes dela. Esta luta ilusória contra a natureza material pode acabar imediatamente por meio da revificação da nossa consciência de Krishna eterna.

Hare Krishna Hare Krishna / Krishna Krishna Hare Hare é o processo transcendental para reavivar esta consciência pura original. Cantando esta vibração transcendental, podemos limpar todos os maus hábitos fora e dentro de nossos corações. E o princípio básico de todo mau hábito é a falsa consciência de que “eu sou o senhor de tudo aquilo a que sirvo”.

Consciência de Krishna não é uma imposição artificial da mente. Esta consciência é a original, natural da entidade viva. Quando ouvimos esta vibração transcendental, ela é reavivada. Por experiência prática, é possível perceber isso. Quando se canta o Maha-mantra – ou o Grande Canto Para Libertação – sente-se um êxtase transcendental, vindo do estrato espiritual.

O cantar do mantra Hare Krishna realiza-se na plataforma espiritual, e assim sua vibração sonora ultrapassa todos os estratos da consciência – sentidos, mente, e intelecto. Qualquer um pode cantá-lo sem qualquer qualificação prévia. Não há nenhuma dúvida de que a entoação do mantra conduz imediatamente à plataforma espiritual, e o primeiro sintoma disto é o desejo de dançar enquanto se canta o mantra.

A palavra ‘Hara’ é a forma de direcionar a energia de Deus, e as palavras ‘Krishna’ e ‘Rama’ são formas de direcionar o  próprio Deus. ‘Krishna’ e ‘Rama’ querem dizer “o prazer supremo”, e ‘Hara’ é a suprema energia do prazer de Deus. Transformada no vocativo ‘Hare’, a energia suprema do prazer de Deus nos ajuda a localizá-lO.

Estas três palavras, isto é ‘Hare’, ‘Krishna’ e ‘Rama’, são as sementes transcendentais do Grande Canto Para a Libertação. Trata-se de uma invocação espiritual de Deus, e a energia dEle protege a alma condicionada.  Nenhuma outra forma de realização espiritual é tão efetiva nesta era de disputa e hipocrisia como a entoação deste mantra.

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Texto extraído da  Introdução do Livro Chant and be happy, de A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, Editora Bhaktivedanta Book Trust, não publicado em Português.

(*) Vanavihari Devi Dasi é jornalista, Mestre em Análise do Discurso, pesquisadora da Filosofia Védica e discípula de Hridayananda Das Goswami.

Leia mais sobre o assunto em:

– Prabhupada, A.C. Bhaktivedanta Swami – 1994. Srimad-Bhagavatam, Fundação Bhaktivedanta, São Paulo – tradução do sânscrito para o inglês, acrescida de comentários, do clássico de Dvaipayana Vyasa;

_________________________________ – 1994. O Bhagavad-gita Como Ele É, Fundação Bhaktivedanta, São Paulo – tradução do sânscrito para o inglês, acrescida de comentários, do clássico Bhagavad-gita, trecho do Mahabharata, de Dvaipayana Vyasa.;

– Satswarupa Das Goswami – 1986. Introdução à filosofia védica. Fundação Bhaktivedanta, São Paulo;

– Loka Saksi Dasa – 1998. Introdução ao Sânscrito. Fundação Bhaktivedanta, São Paulo;

 




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